Posicionamento sobre a Redução de jornada e o Fim da Escala 6×1

Não é hora e nem o momento de falarmos em redução de jornada e fim da escala 6 x 1.

Não pelo simples fato de ser contra, mas pelos seguintes argumentos;

O Brasil ocupa o 100º lugar em produtividade entre os 189 países.

Nossa taxa de juros é a segunda maior do mundo.

Somos o 7º país mais populoso do mundo com 215 milhões de habitantes, e uma população economicamente ativa de 108 milhões de pessoas, mas somente 39 milhões com carteira assinada (CLT), 48 milhões recebendo bolsa família, e em torno de 24 milhões na informalidade. Endurecer as regras do emprego com carteira é um convite à migração para informalidade.

O Brasil não enfrenta um problema de excesso de trabalho. O Brasil enfrenta um problema de baixa produtividade, falta de mão-de-obra qualificada, alto custo estrutural e perda de competitividade internacional.

Reduzir a jornada por imposição geral e uniforme sem enfrentar o custo Brasil, sem redução proporcional de salário, com insegurança jurídica, e complexidade tributária, mais o peso sobre a folha de pagamento, e a baixa qualificação média dos profissionais e com infra estrutura deficiente, em um cenário de produtividade industrial abaixo dos concorrentes globais, informalidade crescente, margens comprimidas e pressão sobre preços, impor redução estrutural de jornada sem compensação produtiva significa aumento do custo por hora trabalhada, redução da competitividade, deslocamento de investimentos e risco ao próprio emprego que se pretende proteger.

O que precisa ficar claro, que o fim da escala 6×1 e a redução de jornada, vai ter um custo adicional (não existe almoço grátis, alguém sempre paga) e neste caso os custos serão repassados para o produto final, é o consumidor final que vai pagar esta conta. Alguns estudos apontam que a redução de jornada com a manutenção dos salários, eleva os custos do trabalho em entre 10 a 15%.

A Constituição já define um teto de trabalho de 44 horas semanais, e a Reforma Trabalhista permite a negociação da escala entre patrões e empregados, dependendo das características de cada setor, porque você pode estar impedindo alguém de trabalhar de uma forma que lhe convenha, independente se for 6×1 ou 5×2.

Não vamos criar um problema para uma solução que já existe.

Imagens: Divulgação SINDIMETAL RS

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