Palestra com Giovani Baggio apresenta desafios e impactos econômicos no mercado
O Cenário Econômico 2026, com tensões globais, desafios internos e perspectivas regionais foi palco do tema da palestra econômica proferida pelo economista-chefe da FIERGS, Giovani Baggio, no dia 11 de maio, na sede do SINDIMETAL RS.
Empresários, gestores e demais interessados no tema, das empresas associadas e filiadas à entidade, SINBORSUL e SINDIVEST, prestigiaram o evento, que teve início com recepção e coffee, às 16h30min, seguido da palestra, às 17h.
O tema referente aos Riscos globais, desafios do Brasil e impactos no Rio Grande do Sul abordou o cenário econômico para 2026 em um contexto de elevada incerteza global, destacando os impactos das tensões geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio e o avanço de medidas protecionistas, sobre os preços de energia, a inflação e o comércio internacional.
Ao saudar os participantes, o presidente do SINDIMETAL RS, empresário Sergio Galera, enfatizou a importância de momentos como esse, com análises e previsões importantes, para que a indústria possa balizar melhor as suas ações. “Esperamos que o Giovani possa nos apresentar algumas notícias boas em meio a tantos desafios”, registrou Galera.
Segundo o economista, a análise dos diferentes efeitos sobre a economia brasileira, especialmente por meio das taxas de juros, do câmbio e da trajetória fiscal, e seus reflexos no crédito, no investimento e na competitividade da indústria, merecem ser analisados. “Um destaque também foi o Rio Grande do Sul, onde a recorrência de eventos climáticos extremos, somada a desafios estruturais e recentes barreiras comerciais, reforça um ambiente mais complexo para o crescimento econômico e a atividade industrial”, enfatiza Giovani.
CENÁRIO INTERNACIONAL
Iniciando pela análise do cenário internacional, Giovani afirmou que, em 2026, “o mundo deve apresentar crescimento de PIB um pouco abaixo do observado nos últimos anos. A inflação deve ser maior e, por consequência, os juros mais elevados”. A incerteza global volta a subir com a guerra. “As tarifas dos EUA elevaram a incerteza global a níveis históricos. Houve acomodação parcial recente; o conflito no Oriente Médio interrompeu esse alívio; e o viés voltou a ser de alta, diante da incerteza política e comercial”, destaca.
Temos motivos para um Dólar mais fraco, comenta Giovani. A imposição de tarifas acaba por aumentar os custos no mercado interno, aumentando as expectativas de inflação; desconfiança em relação à política fiscal dos EUA; e menores juros diminuem a atratividade da moeda norte-americana. Já os motivos para um Real mais forte seriam o apetite por risco, que favorece emergentes; mercado precifica menor incerteza doméstica no curto prazo; e taxa de juros elevada em termos nominais e reais.
CENÁRIO NACIONAL
Com relação ao cenário nacional, o corte de juros em ambiente de forte incerteza sobre a trajetória inflacionária preocupa, pois a dívida segue em ascensão, com desaceleração gradual, mas renda e impulso fiscal sustentam a atividade econômica. Medidas de renda, programas sociais e crédito devem ajudar a sustentar a demanda em 2026.
No Rio Grande do Sul, as crises climáticas e externas desafiam o crescimento do Estado, salienta Giovani. “Nos últimos seis anos (2020–2025), o RS enfrentou cinco estiagens e duas enchentes, que fez o PIB do Estado se distanciar do nacional. Em 2025, o Rio Grande do Sul enfrentou um combo de desafios: estiagem, gripe aviária e tarifas externas; e em 2026, a transição de La Niña para a neutralidade não eliminou riscos, como chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas no Sul”. O clima e cenário externo desafiam a expansão do PIB gaúcho, mas o Agro deve impulsionar o crescimento em 2026, afirma o economista.
A indústria gaúcha enfrenta dificuldades de crescimento. As exportações da Indústria do Estado estão sofrendo com os efeitos das tarifas dos EUA, em especial o setor metalmecânico do RS para os Estados Unidos.“O custo da matéria-prima ganha relevância entre os principais problemas da indústria gaúcha, assim como a falta de trabalhadores. “Fatores internos também ampliam as questões, como a elevação das incertezas, que tende a afetar decisões de investimento, produção e emprego, como institucional, regulatória e institucional. A elevação das incertezas tende a afetar decisões de investimento, produção e emprego”, reforça Giovani.
Para acompanhar as projeções previstas para 2026, acompanhe o Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.
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Jornalista Neusa Medeiros – Assessora de Imprensa | Edição 3 Comunicação Empresarial
Fotos: Divulgação SINDIMETAL RS

