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Seminário Gestão das Águas dissemina boas práticas e consumo consciente

“Segundo as estatísticas, 70% da superfície do planeta são constituídos de água. Dessa água toda, de longe o maior volume é de água salgada e somente 2,5% são de água doce e, desses míseros 2,5%, quase 98% estão ‘escondidos’ na forma de água subterrânea. Isto quer dizer que a maior parte da água facilmente disponível e própria para consumo é mínima perto da quantidade total de água existente na Terra”.  Fonte: site brasildasaguas.com.br


A água é um bem precioso, cada vez mais escasso. Com base neste pensamento o SINDIMETAL RS organizou o Seminário Gestão das Águas, no dia 18 de agosto, no horário das 8h às 11h30min. “O evento foi uma oportunidade para que as empresas possam aprimorar o uso e a gestão deste recurso natural”, alerta a técnica Ambiental, Ana Cristina Curia, da BEE Assessoria e Consultoria, assessoria técnica ambiental da entidade. “Indústrias exercem um caráter fundamental para a disseminação de práticas, que contribuam para a sustentabilidade do uso da água”. Conforme Ana, “o estabelecimento de programas de gestão hídrica oportuniza a promoção de tais práticas, uma vez que proporciona um cenário ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justo".
        
BOAS EXPERIÊNCIAS - A programação teve início com a palestra sobre Gestão e Oportunidade de Águas Industriais, a cargo de Carlos Moraes, professor universitário e decano da Escola Politécnica Unisinos. “Cada vez mais os recursos naturais estão comprometidos, pois o aumento do consumo tem sido representativo”, alerta. “A população continua descartando os seus resíduos em lugares impróprios, como na beira dos rios”, lamenta Carlos. “A gente precisa cumprir com estas responsabilidades, com soluções dentro e entre as nossas fronteiras”. A importância do conceito de ‘produção mais limpa’, deve ser uma mudança cultural. “Se pensarmos em água, existem exemplos que já utilizam o ‘ciclo fechado’, como na Alemanha.

Na sequência, a arquiteta Viviane Nabinger, Secretária Executiva do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos), especialista em Planejamento Urbano e Habitacional e diretora da Ingabor Borrachas, falou sobre Água de Todos para Todos. “O Rio Grande do Sul tem a maior oferta de água para as nossas atividades, mas temos conflitos por questões de quantidade e qualidade”, informa. Conforme destacou Viviane, “a água é um bem público, de domínio do Estado, com valor econômico e fundamental para o desenvolvimento da vida, em todas as suas formas”.

Com relação à Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos a mesma possui uma área de 4 mil Km², abrangendo 32 municípios e uma população de 1,3 milhão (18,6% da população do RS). Os eventos extremos são uma realidade neste contexto, como escassez e abundância (enchentes) de água e falta de turbidez e balneabilidade. “Parte se deve aos  esgotos domésticos sem tratamento, pois apenas 5% são tratados, e aos lançamentos dos esgotos industriais, hoje, com abatimento de cargas, incluindo também o descuido de espaços, áreas estratégicas, como lixo, erosão, entre outros”, enfatiza.

A atuação do Comitesinos completou 29 anos, em 2017, tendo sido criado através do Decreto Estadual Nº 32.774, de 17 de março de 1988. Conforme Viviane, as atribuições são mediar, articular, propor e deliberar, aplicando conhecimento científico (órgãos públicos, universidades e entidades extensionistas); legitimidade social (comitê de bacia) e concretude de procedimentos (MP/RS).

O biólogo Joel Garcia Dias, diretor de Planejamento e Proteção Ambiental, da secretaria municipal de Meio Ambiente de São Leopoldo (SEMMAM SL), abordou sobre o Sistema Municipal de Recursos Hídricos. “Não há previsão de aumento dos recursos hídricos, podendo haver inclusive um declínio se considerarmos a necessidade de transposição de águas da bacia do Caí para manter a vazão do rio”, enfatiza. Segundo Joel, “o Rio dos Sinos não é considerado o mais poluído do Rio Grande do Sul. O Rio Gravataí o suplanta, pois houve uma piora da situação. Na realidade, a divulgação do trabalho Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, em 2009, cita ambos os rios como em estado mais crítico neste Estado e entre os piores do Brasil”. Joel também abordou questões pertinentes aos arroios João Corrêa, Kruse, Sem Nome, Peão, Gauchinho, da Manteiga e Cerquinha, alertando que entre as principais ameaças estão ocupações irregulares nas suas margens, com lançamento de efluentes domésticos e industriais.

CASES - Na continuidade, foram apresentados os cases da Stihl – Gestão das Águas, com Gustavo Gladzik; e Taurus – Gestão Hídrica, sob a responsabilidade de Taís Viacava Valle Santos, sendo Ana Curia a mediadora do debate.

Gustavo Gladzik, engenheiro Sanitarista e Ambiental, responsável pelas áreas de Meio Ambiente, Central de Resíduos, Estação de Tratamento de Efluentes e Águas, da Stihl, relatou que a empresa busca a redução do consumo total da água, apoiando iniciativas de funcionários, bem como a independência do abastecimento externo, através do reuso de efluentes; utilização da água de forma consciente e de poços artesianos, assim como do tratamento de água industrial. Um exemplo mencionado foi o controle da qualidade de água de lavagem e reciclo interno no setor de cromagem. Entre os projetos para 2018 estão o aumento da capacidade de armazenamento da água da chuva e mais economia de água potável.

Taís Viacava Valle Santos, engenheira Química e supervisora de Meio Ambiente, da Taurus, apresentou a nova estrutura organizacional da empresa e registrou que a área ambiental responde diretamente à direção. Com o objetivo de reduzir os impactos no meio ambiente e atender aos requisitos legais, a Taurus investiu cerca de 10 milhões em Projetos Ambientais ao longo de 2016 como a Central de Resíduos e Almoxarifado de Produtos Químicos e Estação de Tratamento de Efluentes e Água. “Na realidade, estamos atentos a estas demandas o ano inteiro. O próprio vestiário da empresa reutiliza a água; foram sanados vazamentos e/ ou substituídas tubulações”. A Taurus está comprometida em preservar a sua área ambiental e dissemina esta prática e cuidado junto os seus funcionários, valorizando as iniciativas que contribuam para o consumo consciente.

 

Neusa Medeiros
Jornalista - Reg. Profissional nº 5.062
Assessora de Imprensa do SINDIMETAl RS
Edição 3 - Comunicação Empresarial Ltda.

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