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7º FÓRUM LEAN MANUFACTURING sobre a Indústria 4.0 trouxe novidades

7º Fórum Lean - Indústria 4.0

O cenário da transformação da Indústria 4.0 no Brasil e no mundo foi abordado, no dia 07 de novembro, durante o 7º Fórum Lean Manufacturing, numa promoção do SINDIMETAL RS e parceiros SENAI, IEL e SEBRAE.

A 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0 está em plena atividade e atingirá todas as empresas, independente do seu porte e setor de atuação. A adaptação é um desafio que necessita ser vencido, num mercado globalizado e altamente competitivo. “Este evento é uma oportunidade para empresários e gestores ampliarem os seus conhecimentos sobre o tema e conhecerem as possibilidades de aplicação na indústria, para torná-la mais ágil, mais enxuta e mais produtiva”, afirmou o diretor Executivo do SINDIMETAL RS, Valmir Pizzutti, por ocasião da sua saudação aos presentes.

A primeira palestra versou sobre Indústria 4.0: onde estamos e para onde vamos? e esteve a cargo de Douglas Veit, da Unisinos. Doutor em Engenharia de Produção e Sistemas é professor e pesquisador do Grupo de Pesquisa em Modelagem para Aprendizagem (GMAP), atuando como coordenador em diversos cursos.

A transformação está nas nossas vidas desde sempre, comenta Douglas, mas no que a 4ª Revolução Industrial se distingue das demais? “Certamente a velocidade, a amplitude e a profundidade”, afirma. “A sugestão, para quem já viveu tantas mudanças e necessita se adaptar a mais uma, é começar aos poucos, mas seguir sempre. Temos que ter também uma visão de logo prazo. É um processo, leva um tempo; é uma mudança sistemática e profunda, mas inevitável”, salienta o palestrante. A recomendação é adotar pequenas tecnologias. “Enxugue, qualifique, simplifique e inove”, destaca. “Precisamos sair da inércia; pensar no próximo passo”.   

CONSTRUÇÃO LINEAR - Após uma pausa para o coffee break, ocorreu o debate Contexto empresarial sobre a Indústria 4.0. O mesmo foi mediado pelo integrante do comitê Lean, Glauco Kunrath, que contou com o apoio dos gestores: André Lopes, Andrea Pereira, Giuliano Hoffmann, Juliano Ilha, Leonardo Pedroso, Milton Santi Pereira, Mônica Bortoli e Tiago Simioni, todos membros dos comitês do SINDIMETAL RS, Lean e Valemetalsinos. 

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria  (CNI) mostra que a 4ª Revolução Industrial chegou a um grupo seleto, mas em breve, será ampliado. Esta informação foi constatada a partir de uma pesquisa, que seguiu a seguinte metodologia.

Em 2017, líderes de 753 indústrias foram entrevistados sobre as tecnologias adotadas atualmente, bem como os investimentos previstos para o período de dez anos. As empresas foram divididas em quatro grupos.

Geração 1 – Faz projetos ainda a mão. A produção é realizada em máquinas não conectadas à Internet.
Geração 2 – Usa softwares desconectados entre si e com a manufatura.
Geração 3 – Já integrou os sistemas de criação com os de execução no chão de fábrica.
Geração 4 – Adota modelos virtuais, inteligência artificial e máquinas inteligentes. 

Com base nestas informações, os participantes deslocaram-se do auditório para o Salão de Eventos onde estiveram divididos em oito grupos. O critério para divisão foi de acordo com a geração identificada pela empresa. A partir desta formação trocaram experiências, que contribuíram para compor o Mapa de Empatia. Foram listadas e apresentadas, pelos respectivos grupos, as fraquezas/ dificuldades e vantagens/ ganhos. 

Entre as fraquezas, que contribuem para dificultar os empreendedores, estão barreiras culturais; falta de conhecimento sobre tecnologia; segurança sobre as informações; custos/ investimentos; conservadorismo; comodismo/ inércia. Já as vantagens/ ganhos listadas indicam a melhora da qualificação e, consequentemente dos cargos; qualidade e agilidade nos processos; redução de desperdícios; ampliação do mercado; nova cultura na empresa, que também impacta no comportamento e na vivência em sociedade, entre outras.  

ALAVANCAR OS NEGÓCIOS - O painel final, com espaço para perguntas, Como alavancar a inovação no seu negócio - Recursos disponíveis, esteve sob a responsabilidade do professor Sílvio Bitencourt da Silva. Doutor em Administração de Empresas, o palestrante é coordenador administrativo dos Institutos Tecnológicos da Unisinos, com experiência na gestão de instituições de educação profissional e tecnologia e na implantação e avaliação de sistemas e modelos de gestão.

Na ocasião, foi feita uma introdução sobre o Marco Legal de Inovação no Brasil. “A participação do estado é importante e necessária”, salienta Sílvio. O apoio financeiro indireto acontece através de incentivos fiscais, como a Lei do Bem, PADIS, Lei de Informática e Programa Rota 2030. Já a arrecadação tributária é o meio pelo qual o estado faz frente às despesas decorrentes. 

Seguindo a programação, houve a fala da mestre em Administração, Fernanda Pauletto D'Arrigo, especialista em negócios no Instituto SENAI de Inovação em Metalmecânica e pesquisadora nas áreas de Gestão da Informação e Conhecimento para Inovação e Crescimento Sustentável. Ela destacou os subsídios disponíveis e as possibilidades existentes para a solução de problemas. “Desburocratizar é a palavra de ordem”, enfatizou Fernanda. Não é mais possível voltar neste processo de evolução. “Entender as melhores práticas e começar, cada um na sua velocidade, mas num ritual estável”, sugere a palestrante, “acompanhando os novos tempos”.

Ao término do evento, o coordenador do comitê Lean, Juliano Ilha, reforçou a importância da iniciativa, que nesta edição inovou a sua dinâmica. “O Lean impacta na cultura das empresas e no comportamento das equipes trazendo ganhos imensuráveis”, destaca Juliano. “Eventos como este confirmam que devemos estar abertos às mudanças, para sobrevivermos num mercado altamente competitivo”. As boas práticas, já vivenciadas por diversas empresas, estão aí para confirmar isso.


Neusa Medeiros
Jornalista - Reg. Profissional nº 5.062
Assessora de Imprensa do SINDIMETAL RS
Edição 3 - Comunicação Empresarial Ltda.

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