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Seminário sobre Saúde e Segurança do Trabalho no eSocial repercute positivamente junto aos gestores

Seminário eSocial

O seminário sobre A saúde e a segurança do trabalho no eSocial teve lugar no Centro das Indústrias, no dia 22 de agosto, no turno da manhã. A promoção foi numa ação conjunta do SINDIMETAL RS, SINBORSUL, SINDARTCOURO, SINDIVEST, SINDUSCOM VALES e SESI RS,  reunindo gestores das empresas associadas e filiadas. 

Ao saudar os participantes, o diretor Executivo do SINDIMETAL RS, Valmir Pizzutti, registrou a importância do tema, considerando a repercussão do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas - eSocial, na rotina das empresas. “Este procedimento impacta diretamente nos empregadores, que precisam comunicar com precisão ao Governo, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e informações sobre o FGTS”, salienta Pizzutti.

SAÚDE – A programação, conduzida pelo gerente do SESI, Márcio Requel, iniciou com o painel A saúde na pauta empresarial, a cargo do médico do Trabalho, Antonino Germano, gerente de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), da respectiva instituição. “O desafio do SESI é manter a produtividade da indústria brasileira elevada, diminuindo os índices de afastamento, por parte dos trabalhadores, proporcionando um estilo de vida mais saudável. Por essa razão foi criado o SESI Viva Mais, uma plataforma inteligente e digital para gestão da segurança e saúde no trabalho”, informa.

“A expectativa de vida avançou 25 anos, em meio século, isso representa muito em termos de população ativa. Por exemplo, em 2030, 55% da população terá mais de 35 anos e, segundo a transição demográfica, seremos o sexto País mais idoso do mundo”, registra Germano. Na ocasião, apresentou os programas e serviços voltados à saúde e segurança na indústria, reforçando a importância da prevenção. “A partir da precaução, haverá menos afastamentos por questões de saúde e trabalhadores mais satisfeitos, trazendo melhores resultados para o dia a dia das empresas”, reforça o gerente.

Segundo a médica do Trabalho, Adriane Rodrigues, “quando o funcionário está presente na empresa, a produtividade aparece”. O absenteismo, que é a ausência do funcionário no processo de trabalho, seja por falta, atraso ou saídas antecipadas, gera problemas nas organizações industriais e impacta no custo e na insatisfação dos trabalhadores. “É importante analisar as causas, mapear que setores e turnos têm gerado mais ocorrências, para atuar na busca de soluções, pois o que não é medido, não é gerenciado, e a prevenção é menos onerosa, que a correção”, enfatiza Adriane.

CASE PAQUETÁ - Na sequência, a engenheira de Segurança do Trabalho, da Paquetá Indústria de Calçados, Sabrina Andrade Spier, apresentou o case Gestão do absenteísmo como fator de produtividade. 

O projeto teve início em novembro de 2016, a partir da Revisão de Política de Atestados, tendo como abrangência 1800 funcionários. Após a coleta de dados e o alinhamento de informações, que contou com o apoio do SESI, foram analisados os subsídios para o aprimoramento de indicadores. O resultado final foi apresentado em fevereiro de 2018. Entre os ganhos, informa Sabrina, estão maior efetividade da Política de Atestados; identificação do perfil sócio demográfico da população estudada, além do aprimoramento na qualidade e quantidade de informações sobre os afastamentos e fluxo de coleta. Também foi possível identificar os principais problemas relacionados ao absenteísmo, contribuindo para subsidiar a implementação de programas, campanhas e capacitações. 

eSOCIAL - Dando continuidade ao seminário, o painel 2 abordou O eSocial no contexto da SST, a cargo da advogada Lisiane Vieira Mariense, analista Técnica em Segurança do Trabalho, do SESI RS, especialista em e-Social. 

“O eSocial já está em vigor. É uma ação conjunta dos órgãos e entidades do governo federal, incluindo Receita Federal, Caixa, INSS e Ministério do Trabalho onde 100% das empresas serão fiscalizadas”, afirma Lisiane. “Este Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas irá atingir, em curto espaço de tempo, todos os trabalhadores e empregadores do Brasil, com ou sem vínculo trabalhista”, enfatiza. “Mas atenção, não basta somente enviar as informações, é necessário ter qualidade e coerência ao repassar, é preciso atender uma sequência lógica”. 

Por esta razão, “para dar andamento ao sistema a qualificação cadastral é primordial, pois os dados são transmitidos eletronicamente e a falta de registro ou cadastro desatualizado, por exemplo, poderá gerar multa”. A solução é buscar mais informações sobre o eSocial e organizar a empresa para atender essa demanda, que veio para ficar. A partir de janeiro de 2019, todos os empregadores e trabalhadores deverão estar imersos no eSocial. Isto é fato!


Neusa Medeiros
Jornalista - Reg. Profissional nº 5.062
Assessora de Imprensa
Edição 3 - Comunicação Empresarial Ltda.

 

Acesse aqui a Cartilha do eSocial da Indústria.

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