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Seminário Eficiência Energética apresenta cases de sucesso em tempos de crise

“Dentro de 20 anos, as energias renováveis ultrapassarão fontes fósseis, como o carvão e o gás natural, na geração global de energia” é o que indica a edição 2016, do estudo Energy Outlook (NEO) elaborado pela Bloomberg New Energy Finance. A pesquisa prevê um investimento vultoso de US$ 7,8 trilhões de dólares em fontes eólica, solar e biomassa até 2040, superior aos destinados às energias fósseis. 

A informação foi enfatizada pela engenheira Química, Ana Cristina Curia, da Bee Assessoria e Consultoria, assessoria técnica ambiental do SINDIMETAL, que atuou como mediadora durante o Seminário Eficiência Energética: oportunidades em tempos de crise. O evento ocorreu no dia 25 de novembro, das 8h30min às 11h, na sede do SINDIMETAL. 

Eficiência energética: produzindo mais com menos foi o tema apresentado por Arthur Denicol Ceratti e Marcelo Albuquerque, ambos do SENAI. Mas afinal, o que é eficiência energética? Segundo o Instituto Nacional de Eficiência Energética, a mesma é obtida dividindo-se o total de energia útil (aquela necessária a um processo) pelo total de energia consumida. No momento em que uma organização decide ser mais eficiente, no seu uso da energia, seja ela qual for (térmica ou elétrica), estará tratando de eficiência energética. 

Existem muitas formas de racionalizar o consumo de energia nas empresas. A otimização do uso de máquinas e equipamentos; a utilização de lâmpadas mais econômicas; posicionamento solar no inverno e no verão, buscando o correto direcionamento das janelas e a busca pela melhor utilização do vento dominante; conforto térmico; a distribuição da carga elétrica, para evitar sobrecarga; e a colocação de detector de vazamento de energia na rede foram alguns indicativos mencionados pelos palestrantes.

A programação seguiu com a divulgação de cases de sucesso.

STIHL - Os Resultados do Programa Eficiência Energética de 2015, a cargo de Rafael Denardin Szabo, traduzem bem a importância da campanha de conscientização realizada entre os funcionários sobre os desperdícios de energia. ”O envolvimento e comprometimento de todos foi essencial para atingir os resultados esperados”, reforça Rafael.

Com a meta de reduzir 3% do consumo de energia gasta em 2014, foi realizado um processo de modernização no sistema de iluminação dos prédios industriais, assim como implantada uma logística de substituição de lâmpadas convencionais por Led, representando uma redução no custo e aumento de iluminação com mais uniformidade. Outra medida foi a colocação de sensores, assim como o ajuste nos tempos de desligamento dos motores.

A meta, em 2016, é reduzir em 11% a conta de energia. Para isso, estão revendo equipamentos; utilizando gás natural; alterando o sistema de água quente no vestiário; reduzindo a pressão da água de resfriamento e investindo na automação do sistema de ar comprimido em alguns processos.

GEDORE - Eficiência Energética por meio da implantação de lâmpadas Led e melhorias no uso de compressores de ar foi o tema a cargo de Alexandre Silva. A meta foi racionalização de recursos, sem a necessidade de adquirir novas máquinas, tendo presente a preservação do meio ambiente e a diminuição da necessidade de manutenção. Entre as medidas, houve a implantação de lâmpadas Led; operação vazamento zero de ar; revisão dos compressores e a migração para o mercado livre de energia.

Como o tempo de utilização dos compressores varia, instalaram uma placa de controle e medição de cada compressor, alterando a sequência e realizando monitoramento. Um dos compressores fica constantemente desligado, mas conforme a demanda, pode ser acionado. A partir de um projeto luminotécnico houve também redução no consumo de energia.

SINDIMETAL - Encerrando as apresentações, o secretário Executivo do SINDIMETAL, Paulo Roberto Ziegler exibiu o case sobre Redução no consumo de energia

Na ocasião, explicou que a motivação para o trabalho de redução do consumo de energia ocorreu em 2014, quando foram unificadas as contas da entidade. 

Em 2015, ao analisarem o consumo, constataram que os aparelhos de ar condicionado central dos ambientes e as lâmpadas incandescentes, nos estacionamentos, eram prioridade pelo consumo que geravam. Sendo assim, foram substituídos alguns aparelhos por splits e os holofotes por Led's

Neste ano, buscando reduzir ainda este consumo de energia para a entidade, foram substituídas as luminárias incandescentes e fluorescentes por Led, inclusive fitas e outros holofotes, além de colocados sensores regulados para um menor tempo de iluminação. Para 2017 e 2018 estão previstos, a aplicação de filmes nas janelas, reduzindo a incidência de calor em alguns ambientes; a racionalização da iluminação, com possibilidade de utilização setorizada ou individual; e a continuidade na instalação de lâmpadas Led's. Para o futuro, se economicamente viável, poderá ser avaliada a instalação de painéis fotovoltaicos, no telhado do prédio.       

Após o debate sobre o tema, os participantes prestigiaram as exposições das instituições financeiras, Banco do Brasil, BRDE, Santander e Sicredi; com linhas de crédito e das entidades SEBRAE, SENAI e Unisinos, que apresentaram serviços disponíveis para a área de Eficiência Energética.

 
Neusa Medeiros
Jornalista - Reg. Profissional nº 5.062
Assessora de Imprensa do SINDIMETAL
Edição 3 - Comunicação Empresarial Ltda.